O Ballet é grande aliada à infância por atuar no desenvolvimento das crianças, desde as questões motoras até as relações sociais.

Dançar desenvolve a coordenação motora ampla e fina, além de estimular o uso da memória, concentração, ritmo, musicalidade, posicionamento espacial e outros fatores do corpo humano, “a dança infantil representa muito mais do que simplesmente uma atividade voltada ao condicionamento físico […] ela é uma forma de expressão de percepções e sentimentos” (CONE, T. P.; CONE, S. L., 2015, p. 6). 

Neste sentido, dançar também proporciona reconhecer as emoções e trabalhá-las de maneira saudável, além de proporcionar o convívio com outras pessoas, reconhecer os espaços e limites de cada ser humano e entender a vida de forma sensível e atenta, apreciando arte e a cultura.

O Ballet Clássico como modalidade dentro do campo da dança, oferece tudo isso e muito mais.

O que o Ballet Clássico desenvolve em crianças?

Desenvolve questões como:

  • postura e habilidades corporais;
  • promove senso de disciplina e pontualidade;
  • Senso artístico e rítmico;
  • capacidade de trabalhar em grupo;
  • Promove um grande repertório de movimentos permitindo à criança criar, imaginar e sentir. 

Através do Ballet Clássico é possível desenvolver o senso crítico em relação às experiências de vida de maneira inclusiva, percebendo que o ballet clássico é acessível a todos os corpos e assim também desenvolver a autoestima e a confiança

Com qual idade a criança pode começar o ballet infantil?

Nas aulas de Ballet Infantil e Baby Class (que atende crianças de 2 anos e meio à 5 anos e meio) são trabalhadas todas estas questões com o auxílio de metodologias lúdicas, aliando a brincadeira ao ensino da técnica e expressão corporal, a fim de aproximar a criança de sua realidade, tornando o ensino mais efetivo na medida em que há conexão, sensação de pertencimento e representatividade; também reconhecendo que o corpo que dança e aprende é participante e não apenas um recipiente para ser preenchido de algo ou onde as informações são apenas abrigadas. (Katz; Greiner, 2005).

O corpo que dança se reconhece como autor da própria história, desenvolvendo todas as suas habilidades, mesmo que não conscientemente na infância, e assim “permitir ao aluno pôr-se no mundo de um outro lugar – como uma diferença que faz diferença” (ROCHA, 2012, p. 46).

O ballet pode auxiliar na retomada das atividades pós pandemia?

Nestes tempos de vida pandêmico e pós-pandêmico, onde se restringiu o contato com boa parte do mundo exterior, o Ballet Clássico na infância vem para auxiliar na retomada das atividades proporcionando à criança um espaço seguro para dançar, ser e existir.

“A dança revelou-se, no atual contexto, como uma necessidade de vida, de força e de luta para ressignificar o presente.” (MILLER; LASZLO, 2020, p. 72). 

Estar em contato com outras crianças, outros adultos, se relacionar com professores e colegas permite que cada criança enfrente as adversidades de se viver em pandemia. Mover, deixar aflorar a imaginação, rir e dançar brincando torna o aprendizado mais fácil e consciente e a vida mais tranquila, alegre e saudável.

Onde encontrar o ballet clássico para crianças?

O Espaço de Dança Giocare localizado no centro de Vinhedo/SP oferece aulas para crianças a partir de 2 anos e meio até adultos, não é necessário experiência e você pode iniciar a qualquer momento.

Entre em contato através do nosso WhatsApp, no botão a sua direita.

Referências

CONE, T. P.; CONE, S. L. Ensinando dança para crianças. 3 ed. São Paulo: Manole, 2015. 

BIAZZI, J.B. “Escrevedançar” com um processo criativo. In: A construção da

artistadocente: experiências que (trans)formam. Monografia (Trabalho de

Conclusão de Curso Dança – Licenciatura). Santa Maria, 2017, cap.2, p. 21 – 35.

MILLER, J.; LASZLO, C.M. Corpos em conexão, corpos em presença. Revista

Manzuá de Pesquisa em Artes Cênicas, v. 3, n.2, p. 60 – 81. Disponível em:

<https://periodicos.ufrn.br/manzua/article/view/23207> Acesso em: 12 jan. 2021.

KATZ, H.; GREINER, C. Por uma Teoria do Corpomídia. In: GREINER, C. O Corpo:

pistas para estudos indisciplinares. São Paulo: Annablume, 2005, p. 125-133.

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