light bulb, idea, creativity
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Neste final de semana (09/01/2021), puder assistir uma documentário na Netflix que chama “Como o cérebro cria”, onde uma neurocientista explora o processo criativo de vários profissionais, como médicos, cientistas, arquitetos e artistas.

Então fiquei com uma curiosidade, se assim podemos chamar.

Como a arte pode ajudar no processo criativo de uma pessoa independe da sua área de atuação?

Mas, antes vamos descobrir:

Como o cérebro “cria”?

O que é exatamente criatividade?

E para algumas pessoas ter ideias pode ser simples e fácil, porém para outras pessoas não é bem assim, será que a pessoa nasce com isso? Já vem programado para ser criativo?

No livro “Pense como um artista” de 2009 do autor Will Gompertz fala na sua introdução!

“Somos todos artistas”

Will Gompertz

E com essa afirmação vamos começar a conversar melhor sobre esse assunto;

Até onde sabemos nós somos uma espécie rara, somos seres imaginativos, temos a habilidade de conceber e realizar ideias complexas requerendo um processo cognitivo de altíssima capacidade.

Sabemos que outras espécies no planeta não têm a mesma capacidade, talvez, não tão habilidosa como a nossa.

Usamos nossas ideias e criatividades o tempo todo, quando cozinhamos uma refeição, digitamos uma piada no facebook, quando pensamos na roupa e combinações que vamos vestir, enfim, a arte e a criatividade estão em todo o momento do nosso dia, no entanto a maioria das atividades exibem um certo grau de criatividade e imaginário, apesar de as vezes parecer que estamos no automático.

Usar a imaginação ativa e enriquece a mente e a experiência humana.

Todos as pessoas que buscam inovar, independente da sua atuação profissional, busca se interessar por diversos assuntos, buscando sempre ideias e pontos de inspiração, mantendo sempre o brilho nos olhos. Grandes gênios da humanidade se interessavam por diversos assuntos, assim consegue opinar e conversar sobre vários assuntos.

Por exemplo, um grande coreografo ou bailarino pode montar a sua obra, uma coreografia, a partir de um momento de reflexão, vendo um jardineiro plantando uma árvore ou então criar uma apresentação baseada na vida cotidiana.

Quero te convidar para assistir (se você não assistiu) um filme que chama “dança comigo?” e que retrata a vida de um homem de meia idade bem sucedido, mas que sentia faltava de alguma coisa.   Veja que neste enredo, o filme foi construído em cima do cotidiano, refletindo sobre a vida.

A capacidade criativa é algo que todos nós temos, apesar de muitas pessoas duvidarem,  a verdade é que cada pessoa foi mais estimulada em área diferentes de atuação, por exemplo, um compositor, vai ter mais facilidade em compor uma música do que um arquiteto, como o arquiteto terá mais facilidade em desenhar a casa do que o compositor.

Algumas pessoas foram convencidas durante a infância, ou na fase adulta mesmo, que não são criativos. Mas, o ingrediente principal para melhorar sua criatividade é o processo de autoconfiança.

A autoconfiança é fundamental!

O artista não pede permissão para pintar, escrever, dançar ou cantar, simplesmente faz.

Will Gompertz

Não precisamos ser convidados ou pedir permissão para colocar uma música que gostamos e dançar ao som e o embalo da melodia.

Dança de salão em vinhedo

Na maioria das vezes o que dá força ao artista é o propósito e não a criatividade em si, o Walt Disney não queria criar e ter um parque de diversão, ele queria criar um país, uma comunidade do “amanhã”, assim nasceu o parque EPCOT.

Em nosso local de trabalho a criatividade está cada vez mais sendo valorizada e bem remuneradas, a maioria das empresas de nível mundial, sabe que remunerar por resultados é muito melhor do que por horas. E quando criamos um conteúdo exclusivo, traz com ele uma história, um processo criativo.

Por exemplo, eu gosto muito de marca Chili beans, onde cada óculos que eu compro, tem um estilo, ou uma história diferente. Sou fã do Elvis Presley e saber que um óculo foi criado pensado na história, é muito interessante para o comprador.

Claro, que o processo de criatividade também é revigorante e altamente prazeroso, ter em suas mãos algo criado e idealizado por você, nos faz sentir vivos e conectados com o mundo, isso dá sentido à vida.

Sem contar a auto expressão, se expressar e ser ouvido faz qualquer pessoa parte do movimento, mesmo em um mundo repleto de problemas e urgências, podemos usar nossos cérebros e chegar em resultados incríveis.

“SOMOS TODOS ARTISTAS”

Algumas pessoas acreditam e têm uma visão romântica dos pintores, escultores, artistas em geral, para quem está de fora tem a sensação que eles vivem e representam um mundo ideal, fazendo o que gosta a hora que quiser, e não que trabalhar com arte não seja alegre e divertido, não posso dizer que não me divirto fazendo o que gosto, mas veja que foi uma escolha profissional, refletindo o que eu gostaria de fazer e contar para meus filhos o que eu fiz.

Assim como todo trabalho, que vou chamar aqui de formal, existe um planejamento, uma organização, um conteúdo a ser discutido e depois disso chegar a um resultado, como na maioria das empresas existem pessoas, processos e o produtos (serviços) envolvidos.

Os artistas são CEOs do seu próprio negócio, eles precisam entender de marketing e de operações administrativas para manter a marca, e o que é marca? A Marca não mais é que o nome do artista, muitas vezes representamos uma corporação que leva o seu nome.

Um artista plástico precisa estar disposto a comprar material, executar uma obra, vender a obra de arte, gerar um lucro suficiente para reinvestir na próxima peça, isso não me parece diferente de uma empresa tradicional.

“Os artistas são empreendedores. Estão dispostos a correr todos os riscos pela chance de progredir em seu trabalho.”

Will Gompertz

Alguns artistas pensam que o lucro não é importante, na verdade é parte fundamental do processo, só assim você vai ser livre para fornecer mais tempo e gerar novas obras de arte.

Se analisar Vicent van Gogh veremos um empreendedor ativo e habilidoso no mercado. Reza a lenda que ele era pobre e desamparado, mas na verdade ele tinha como sócio o seu irmão Theo, e o irmão era o “cara” do dinheiro. E em um cartão enviado irmão, Vicente disse: É absolutamente meu dever tentar fazer dinheiro com meu trabalho.”

E se talvez Vicent van Gogh não tivesse falecido com 30 e poucos anos, de fato teria sido um sucesso, sendo uma das mais famosas e desejáveis marca do mundo.

Sei que é um artista polêmico, mas são trechos retirados do livro citado acima.

Ser artista empreendedor não é algo paradoxal, um ponto de vista empreendedor é essencial para o sucesso criativo, como observou Leonardo da Vinci “Há muito tempo percebi que as pessoas bem-sucedidas raramente ficavam sentadas esperando algo acontecer. Elas saiam e faziam as coisas acontecerem.” E não é assim que o artista faz? Transforma o “nada” em algo maravilhoso?

Para ser artista é preciso ser proativo.

FONTE: Pense como um artista – Autor: Will Gompertz

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